quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Incondicionalmente.


Eu achei um texto que escrevi em Dezembro de 2006, mais precisamente no dia 16 as 02:43 AM (hehe, sim,eu costumo datar as coisas) , e como achei o texto legal, meio dramático e exagerado, porém legal,vou postar aqui.

...

A vida joga tantos caminhos diferentes na nossa frente, que as vezes a gente oscila entre o bem e o mal. Quase sempre somos testados, ou colocados a prova, mas nem sempre percebemos isso.
Ultimamente eu venho buscado em mim e na minha experiência de vida (não tão vasta, mas existente), respostas para alguns tipos de perguntas que antes eu não pensava, até cheguei a questioná-las, mas não foram realmente elaboradas.
De certa maneira, eu decido não ir em busca de sentidos, já que na minha opinião, na maioria das vezes eles não existem.
Existe o bem e o mal, e acredito que podemos optar por um ou por outro a qualquer momento da vida, só que nos dois casos, sei que haverá conseqüências, tanto positivas quanto negativas.
E quanto mais eu compreendo a essência de tudo, meus medos se reduzem e me sinto mais confiante em muitos aspectos, quando digo a essência de tudo, não me refiro no sentido da vida nem o porquê de estarmos aqui, mas sim, nos pequenos acontecimentos que nos cercam, nos fatos que muitos pensam ser inexplicáveis ou indecifráveis, acredite tudo tem uma explicação, basta buscar nos lugares certos.
Já não me é mais vantagem chegar ou partir, eu quero é que quando me afaste, saiba que minha presença fez bem a algumas pessoas. Acho que isso tem a ver mais com o lado espiritual, já que cada vez dou mais importância a minhas emoções e a minha consciência, sei que esta tudo relacionado.
A cada dia eu tento preservar minha autenticidade, o que nos dias de hoje é muito difícil, pois tudo é pensado em massa, e as coisas são exclusivamente produzidas para serem utilizadas em um modo geral, então acho importante ter uma certa garantia de identidade.
Hoje em dia, eu percebo que dou muito mais valor a pequenos detalhes, pequenos gestos e fatos, por que não sei se estarei aqui amanhã, e também não me importo muito com isso, por causa disso que valorizo tanto os “agoras”.
O que eu quero é a presença das pessoas que eu gosto na minha caminhada, o carinho deles,
quero um verdadeiro olhar de cumplicidade e sei que um dia vou encontrar.
Me vejo nesse caminho como alguém que luta.
Incondicionalmente.
E agora!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Exceção , baby , mais uma exceção.





A maior parte das pessoas, se é que não posso dizer todas, já gostaram de alguém na vida, quando digo isso, não estou necessariamente falando apenas de amor, mas também de paixão, desejo ou qualquer tipo de atração que se possa sentir por outro alguém. Isso é fato.
Mas você já parou pra pensar, de toda essa gente, de todos esses relacionamentos, quantos são aqueles que não acabam, aqueles que não se deterioram com o tempo ou não sucumbem de uma hora pra outra?
Exceções, apenas elas, por que no meu ponto de vista, os relacionamentos de hoje em dia mudaram drasticamente do que costumava-se ser antigamente, pois estamos numa época em que tudo acontece numa velocidade acima do normal, correspondência, comida, conexão, tecnologia e ate mesmo os relacionamentos são instantâneos, o que nem de longe é uma coisa ruim, mas com essa evolução toda, vieram também as conseqüências.
E isso realmente me causa medo, um medo que eu nunca senti antes,com nenhuma pessoa. Lógico que eu seria hipócrita se falasse que nunca sofri no passado, ou que nunca tive sentimentos por alguém, mas hoje vejo que eram coisas totalmente diferentes,
Não sei se posso classificar assim, pois isso não é questão de comparação, mas penso que o que sentira no passado, todas aquelas incertezas quando a questão era “onde vamos chegar com isso”, vejo o quão especial é o que tenho hoje, o quão menos fútil isso é.
Por exemplo, no passado, o meu maior receio, quando estava com uma pessoa, era a coisa toda desandar e no final eu acabar sozinho, hoje já não, o fato de ficar só ainda não me soa bem, mas o grande medo em si é o de perder a pessoa que eu vivo.
Talvez isso se dê pelo fato de que, antes, se eu terminasse um caso, inconscientemente, sabia que logo estaria encontrando outra pessoa igual ou até melhor a qual eu estava.
E sei que hoje, particularmente, isso não passa pela minha cabeça, nem de longe, por que conheço tão intimamente a pessoa com que divido uma vida, que sei que não teria a capacidade, nem a vontade, de me entregar a ninguém mais, o tanto quanto me entrego a ela.
O fato de sermos tão conectados e únicos me faz ver o nível de superioridade que essa pessoa tem em relação a todas as outras, e isso não me permitiria sentir aquela tão singular sensação quando outra pessoa qualquer sussurrasse juras de amor, por mais verdadeiras que fossem pra mim.
Então, o que me resta é tentar ser o mais verdadeiro possível com tudo isso, com essa idéia de que é preciso ter cumplicidade e respeito para se obter algo saudável e duradouro, e rezar para ser apenas mais uma exceção.